sexta-feira, 5 de junho de 2015

Doorsplitter


  
  E era uma daqueles dias em que Madyson acordava e simplesmente dizia com toda a sinceridade para si mesma, o quanto sua vida era estupidamente monótona. Acorda, levanta, escola, trabalho. Três partes de sua lista já estavam riscadas, e agora ela estava em um ônibus, em direção ao prédio em que trabalhava.
   Mady era estagiária e trabalhava como auxiliar de escritório, mas ao invés de preencher relatórios, encomendar os materiais necessários e enviar e-mails importantes como uma auxiliar de escritório de verdade faria, ela era usada pelo pessoal do seu trabalho como uma assistente pessoal. Na última semana ela havia, passeado com o cachorro de um, buscado os filhos de outro na escola, comprado livros em uma livraria do outro lado da cidade... Enfim, ela fazia coisas absurdas, e essa semana sua nova tarefa estúpida era procurar uma escola nova para os filhos do vice-presidente do lugar onde trabalhava, e essa tarefa fica meio difícil quando as crianças já foram expulsas dos quatro melhores colégios da cidade.
    Mas voltando ao ônibus, Mady havia acabado de apertar o botão de parada, desceu do ônibus, e logo depois uma mulher desceu de um carro que estava no estacionamento do prédio, ela era alta e tinha um ar de mistério em seus olhos,  em seus cabelos uma presilha com várias pedras brilhantes que estavam verdes, vestia um terninho, calça social e um salto alto nos pés, o traje típico das pessoas que trabalhavam no prédio.  Mady subiu as escadas e entrou no prédio e logo viu que a mulher havia entrado junto com ela, afinal de contas, quem era aquela mulher? Ela nunca tinha visto ela no prédio. Avistando Paty a recepcionista, foi tentar tirar suas dúvidas.
   -Bom dia Paty! – disse Mady para a recepcionista que sempre estava com um grande sorriso no rosto.
   -Bom dia senhorita Madyson! Como está?
   - Na verdade intrigada, quem é aquela mulher que eu nunca vi aqui antes? – disse isso meio que indicando com a cabeça a mulher que aguardava o elevador.
   -Essa mulher apareceu na sexta, logo que você foi embora pra casa. Para comprar o último andar, e ela começou a levar as coisas do escritório dela para lá no sábado, como você não trabalha de sábado, ficou sabendo disso só agora.
   - Ahm, agora entendi, então tá, obrigado Paty.
   - Que isso querida, estou aqui pra isso, e boa sorte para encontrar a escola para os filhos do VP da empresa.
   - Com certeza eu vou precisar de muuuuuita sorte.
   Então Mady foi esperar o elevador chegar, junto com a mulher que agora era dona no último andar, ela não havia percebido que a mulher tinha pego duas caixas grandes e estava carregando uma até que...
   -Olá! Meu nome é Melanie e trabalho no último andar, será que você poderia me ajudar a carregar essa caixa lá pra cima? É que estamos levando as últimas caixas para lá.
   - Claro, sem problemas, hoje eu estou aceitando qualquer coisa para me atrasar para o meu trabalho.
   Então ela pegou a caixa, e as duas subiram em direção ao último andar. Mas durante essa subida, alguma coisa que parecia de vidro explodiu na caixa, não foi uma grande explosão, mas foi o suficiente para assustar Mady.
   -Ahm... Moça? Acho que alguma coisa dentro da caixa explodiu, estourou ou sei lá.
   -Não se preocupe, era o que eu esperava que acontecesse.
   -Então tá néh. – aquela mulher era realmente misteriosa.
   O elevador parou e as duas saíram, era um andar bem grande com uma das paredes de vidro fora a fora, sofás brancos e pretos, uma copinha, uma televisão enorme em uma das paredes, várias caixas em um lado da sala, quatro portas e três mesas grandes de escritório com cinco monitores cada mesa, e em uma das mesas havia um homem que diferente da mulher não vestia roupas típicas de um trabalhador de escritório.
   Melanie, a mulher com quem ela estava, colocou a caixa na mesa da copinha e pegou a que Mady segurava e entregou para o homem sentado à mesa.
   -Você demorou! – disse o homem pegando a caixa.
   - Não enche Peter, eu consegui o que nós queríamos afinal! Abra a caixa e veja o que aconteceu quando ela segurou.
   - Olha, eu juro que foi sem querem, eu não queria que nada quebrasse – disse Mady com medo do que o cara carrancudo poderia dizer.
   Mas ao contrário do que ela esperava, o homem que se chamava Peter ficou com um sorriso no rosto e entrou em uma das portas com a caixa, então Melanie disse para ela se sentar e esperar um pouco que iria buscar algo pra ela comer. Mady não recusou, estava morta de fome. Melanie gritou “Ryan cheguei e trouxe o que você pediu”, então foi até a copinha e abriu a caixa, logo em seguida um garoto que aparentava ter 16 anos assim como Mady saiu de uma das portas dizendo “até que em fim” com os braços para cima, o que fez Mady sorrir por achar engraçado.
   Ryan se aproximou da caixa e pegou um cachorro-quente, e Melanie deu um para Mady, o que fez o garoto finalmente perceber que havia uma garota sentada no sofá.
   -É essa a garota? – perguntou Ryan.
   -É ela sim, só estou esperando Peter voltar com as pedras para começar a contar – respondeu Melanie.
   -Eu achei que eu só ia ajudar a trazer as caixas aqui pra cima... E me contar o que afinal? – perguntou Mady.

   - Calma, afinal de contas, eu também cai no truque da caixa – disse Ryan.

Para os mais curiosos, próximo capítulo dia 12/06
Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário

Copyright © Por trás da realidade | Traduzido Por: Mais Template

Design by Anders Noren | Blogger Theme by NewBloggerThemes