Sempre tive amigos que ninguém dava à mínima. Eram as pessoas
mais diferentes e engraçadas que alguém poderia conhecer, e eram meus amigos,
os amigos de Kimberly de dezesseis anos, ou seja, eu.
Ashley estava sempre
de chapéu, batom roxo e meias coloridas, Jason geralmente estava de, sobretudo
e com os olhos pretos. Mamãe sempre me dizia para fazer amigos e deixar de
andar sozinha, e eu realmente não sabia o por que.Para mim dois amigos eram o
suficiente.
A minha vida toda
foi tranquila, ia e vinha da escola para a minha casa, e sempre me encontrava
com Ashley e Jason no caminho de volta.
No dia em que levei
os dois para casa, tudo mudou. Mamãe estava na sala e nós no meu quarto. Depois
de algum tempo, Jason perguntou onde papai guardava a arma, ele era policial e
sempre tinha uma em casa, então eu disse que estava na garagem em uma
prateleira, Ashley me convenceu a pegar a arma, eu peguei e fomos até a
cozinha.
Jason me disse que
se eu atirasse na minha própria cabeça, nada aconteceria pois eles tinham
retirado as balas.Eu acreditei facilmente e com uma risada a peguei e mirei em
mim, quando mamãe entrou na cozinha, e em um grito tirou a arma da minha mão,
eu disse que estava tudo bem, e que não is acontecer nada, então ela me mostrou
que tinha várias balas na arma.
Com a minha
convicção disse a ela que Jason e Ashley me disseram que não havia nenhuma bala
na arma, ela me perguntou do que eu estava falando, então apontei para Jason e
Ashley, e ela me disse que não havia ninguém lá, eu sabendo que era real fiquei
sem acreditar no que ela dizia.
Quando papai chegou,
mamãe contou o que havia acontecido, e três dias depois eu estava em um
consultório médico.
Fui diagnosticada
com esquizofrenia. Eles me disseram que meus únicos amigos eram uma alucinação.
Depois do
diagnóstico, tive que conviver com eles sabendo que faziam parte da minha
doença. Fui instruída a ignorá-los, mas eles falavam cada vez mais comigo, e eu
os via constantemente. Era oficial, eu estava enlouquecendo.
Três semanas depois
eu acordei e os vi sentados em minha cama. Eles finalmente me convenceram a ir
ao parque de diversão. Ao chegarmos vi a montanha russa, eles seguraram as
minhas mãos um de cada lado, e então subimos no topo da montanha russa pela
escada de manutenção. Quando subi na plataforma, Ashley sussurrou em meu ouvido
dizendo para eu ser livre e me jogar de lá de cima que nada de ruim iria
acontecer.
Foi então que decidi
me entregar à insanidade mental completa.
Sempre adorei montanha russa. A sensação de
queda livre sem me machucar sempre foi incrível. Mas com toda certeza, o melhor
de ter me jogado, foi à queda livre sem os cintos me prendendo, a sensação de
finalmente não ser presa por médicos me lembrando da minha doença. E mediante a
tudo na minha morte, pela primeira vez, eu me senti livre, e senti na pele a sensação
de voar com Ashley e Jason ao meu lado, mesmo que seja - e foi- para a
imensidão que separa a vida da morte.

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