E só para não passar em branco, que o amor supere tudo, que as diferenças não importem, porque afinal, se fosse tudo igual seria muito chato, com as nossas diferenças é que nos completamos.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Doorspliter - Capítulo 2
-Espera aí! Que truque da caixa?
-Pronto acabei! – disse Peter voltando com
uma pulseira com várias pedras que estavam azuis – com certeza é ela –
continuou dizendo com um sorriso no rosto.
-Gente é sério! Sobre o que vocês estão
falando? Eu acho que eu vou embora, eu preciso trabalhar mesmo, então... Acho
que tchau. – disse Mady se levantando do sofá e indo em direção ao elevador.
- Espera um pouco, a gente explica o que tá
acontecendo beleza? – disse Ryan terminando o seu cachorro-quente.
-Então faz isso rápido, porque eu não estou
entendendo nada do que vocês estão falando.
- Vai Ryan, é sua vez – disse Melanie.
-Como assim minha vez? Deixa pra lá vai,
quando vocês dois me explicaram me deixaram mais com medo do que crente do que
vocês diziam. Bom por onde eu começo? Peter me dá a pulseira – disse ele
pegando a pulseira que realmente atraiu os olhos de Mady – enfim... Está vendo
essas pedras que estão azuis? Elas eram uma pedra inteira dentro da caixa que
você segurava, e explodiu e se dividiu quando você se aproximou dela, isso
porque você é uma das guardiãs dessa dimensão junto comigo. Olha, eu sei que é difícil
de acreditar e tal, mas Melanie e Peter não são dessa dimensão, eles são desse
mundo, mas pertencem a dimensão 2-15 e nós a 2-16, eles vieram pelo doorsplitter
que fica atrás daquela porta – ele disse apontando para a quarta porta – a
nossa dimensão está começando a construir um desses, mas eles não revelam a
sociedade por acreditarem ser um pouco louco demais querer construir e ainda
por cima dizer que um dia irá funcionar, mas nas outras dimensões eles já
construíram e o conselho geral detectou ameaças em diferentes dimensões, e
decidiram que para controlar iriam escolher dois guardiões por dimensão para
defender seu território.
Os três Ryan, Melanie e Peter olharam para
Madyson, para ver como ela reagiria, afinal não é sempre que se recebe uma
notícia dessas.
-Vocês só podem estar zoando a minha cara, não
é possível – disse Mady rindo do que parecia ser a coisa mais absurda que se
ela ouvira em sua vida toda – agora vão me dizer que há monstros voadores pela
cidade e vilões querendo acabar com a nossa “dimensão “ ? – disse a última palavra insinuando aspas com os
dedos.
- Mais o menos isso na verdade – disse
Melanie – Ryan dá logo a pulseira e mostra para ela. Olha, eu sei que isso é
tudo muito novo, e foi um choque quando disseram isso para mim também, hoje eu
tenho 25 anos,mas na época como você, eu tinha 16 anos. Ryan entrega para ela,
eu sei que você consegue convencê-la.
-Me dá seu pulso – disse Ryan colocando a
pulseira em Mady.
Foi nesse momento que ela não sabia mais o
que fazer, porque foi no momento em que ela colocou a pulseira que ela sentiu
como se algo, uma corrente elétrica uma sensação que a tomou por completo, como
se seus olhos e seu corpo se entregassem a uma nova realidade, viu uma
realidade um tant0 diferente da tão acostumada clássica vida monótona sua.
-É sério, o que realmente está acontecendo,
e porque eu sou essa tal de guardiã que vocês disseram e o que foi isso que eu
senti?
-Bom, por onde eu começo... – disse Melanie –
tem algo a ver com a ordem genética que nós possuímos, eu, Peter, Ryan e você.
É como se fosse uma programação nos nossos genes que nos beneficiam de certo
modo com característica que todos tem, só que as nossas são mais aguçadas.
Essas características são inteligência, força e coragem, as pedras da sua
pulseira estão azuis pelo fato de azul ser a cor da sua coragem, a sua coragem
de estar aqui escutando tudo e não surtando se deve ao fato da sua ordem
genética, da minha e de todos nós. – Mady olhou para a pulseira que agora
estava no seu pulso e por um longo momento acreditou fielmente naquilo tudo - Finalmente
embarcamos nessa dimensão, por causa das ameaças que foram detectadas aqui, não
sabemos como estão as coisas aqui, mas cabe a nós protegermos essa dimensão,
cabe a nós sermos os treinadores, protetores e parceiros dos novos guardiões,
ou seja, você e Ryan.
-E eu sou a suposta guardiã, é isso mesmo?
- Você e o Ryan – disse Melanie.
-Mas eu nunca vi esse cara na minha vida.
- Na verdade não, mas agora vai me ver todos
os dias, Peter me matriculou na sua escola então agora eu estudo na sua escola.
É mais uma forma de nós protegermos um ao outro – disse Ryan.
-Então agora é assim? Eu sou a guardiã e a
minha dimensão depende de mim?
- Os seus genes determinam, e os seus nasceram
para isso, você nasceu para isso. Mas não é nada com o que se preocupar, além
do mais recebemos verba o suficiente para sustentar o QG de cada dimensão, e o
que você me diria de não precisar trabalhar mais como estagiária? Você
receberia grana o suficiente para se manter, há um quarto montado para você e tudo
o que você precisar nós estaremos a toda a disposição.
- Para ser sincera, eu não sei se eu deveria
acreditar em vocês, largar meu emprego e partir para algo que nem real parece.
No dia seguinte, Madyson acordou e foi pra
escola pensando que aquilo não fora real, mas realmente tinha se interesado
pelo emprego como guardiã, afinal não precisar trabalhar naquele estágio e
ganhar para isso não seria ruim. Mas o que vira naquele momento impressionou
Mady...
- Hey garota!
Aquele era Ryan mesmo...
- Então agora vai ser assim? Vamos nos ver
todos os dias? – disse Mady com um sorriso meio torto no rosto.
-Bom dia para você também Mady – disse Ryan
com um sorriso – e graças a Melanie, agora estamos na mesma sala de aula, e
graças a nova ameaça detectada na escola, agora somos oficialmente perseguidos,
agora falta descobrir por quem.
Aquilo realmente não poderia estar
acontecendo, mas antes que ela pudesse colocar os pensamentos no lugar, o sinal
do começo das aulas havia tocado.
- Preciso ir para a sala – disse Mady meio
confusa – acho que nós.
- Então vamos.
Ao chegar na sala Mady não sabia se gritava
ou saia correndo ou até mesmo os dois, porque o que viu não era algo que se via
sempre, aquela era a nova professora de física, e o anormal era que ela tinha escamas azuis nas
laterais do rosto, e como se fosse um sexto sentido, Mady sentiu um cheiro
diferente, quase como se ela soubesse de verdade que aquela era uma criatura
que não pertencia aquela dimensão. Mas Mady não gritou e o principal, não
surtou, ela olhou sua pulseira e viu que as pedras estavam novamente azuis. Ela
apenas virou de costas tentando buscar por Ryan, e quando se virou o garoto
apenas puxou ela pelo braço para fora da sala.
- Ryan
o que tá acontecendo, cadê a professora velha que senta todos os dias e me
deixa entediada com a matéria, e o principal, o que é aquilo no lugar dela? –
disse ela tão rápido que quando terminou estava ofegante.
- Na verdade nem eu sei ao certo, Peter e
Melanie já haviam me falado que isso poderia acontecer, mas ver de perto eu estou
vendo só agora. Eles disseram que quando ocorresse na primeira vez era para
contatar eles e eu já mandei a mensagem de alerta, o QG agora deve estar com
luzes vermelhas por toda parte e com um alarme apitando.
- Mas e todos que estão lá dentro? Eles não
estão vendo aquela coisa que está sentada fingindo ser professora de física?
- Na verdade só nós podemos ver por causa da
pedra na sua pulseira e no meu relógio, isso produz um efeito sobre a nossa
visão que nos permite ver tudo, mas eles não podem ver tudo como nós vemos eles
veem tudo de um modo digamos que normal, ou melhor, sem escamas nem nada.
E nesse momento Peter e Melanie entraram pelo
corredor da escola, e a professora mutante saiu da sala.
- Ei vocês dois – disse ela olhando para Mady
e Ryan – acho que vocês não deveriam estar aqui fora não é mesmo?
-Droga! – disse Mady – Peter Melanie façam
alguma coisa!
Foi nesse momento que os dois saíram correndo
em direção a professora e começaram a atacar, Ryan puxou Mady pelo pulso e saiu
correndo para se protegerem daquela batalha. Uns vinte minutos depois, quando o
silêncio havia se colocado no local, os dois saíram do esconderijo, mas o que
encontraram foi o local com as paredes destruídas e Peter segurando a
professora pelo pescoço, e Melanie que passou uma lamina no pescoço dela, e ela,
a professora mutante, se desintegrou em um pó preto.
- Pronto! – disse Melanie ofegante – com
certeza deve haver mais deles por aí, mas uma já conseguimos.
- Você tá brincando com a minha cara? É tudo
real mesmo? – pergunto Mad.
- É, e você é a principal pessoa para tratar
desse assunto, e agora precisamos urgente de você – disse Peter.
- Olha, quer saber eu tô nessa, deve ser por
causa da cena mais insana que eu acabei de ver, mas eu topo.
Todos
os três olharam para ela e sorriram, e viram que aquela seria a equipe que
cuidaria daquela dimensão por muitos anos ainda, viram que estavam todos
juntos, e mesmo que fosse a coisa mais perigosa que poderiam fazer eles
estariam juntos nessa alucinante batalha.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Mais que dança, voz da alma
Iniciada na
década de 1960, como uma forma de expressão do povo negro. Naquela época o racismo estava em seu ápice, e para os negros se colocarem como parte da sociedade, surgiu o grafite e o hip hop.
Uma forma de
dizer que eles existiam, e que eles tinham uma voz, e que faziam parte daquele
lugar. A linguagem das ruas assim era transmitida, a arte nos muros e a dança nas ruas.
Deixaram a sua marca que se espalhou pelo
mundo todo sendo que nos dias de hoje há grandes competições mundiais
e nacionais, como World Of Dance, ABDC, Vibe XX...
O grafite era a marca que as pessoas deixavam nas paredes, era mais uma mensagem que mais tarde evoluiu com técnicas, teve seu ápice junto ao hip hop, porque era a voz dos menos favorecidos.

Uma dança que se espalhou pelo mundo, e hoje tem grande peso na sociedade, com centros de recreação, escolas e competições que mostram á jovens e crianças que existe uma linguagem que nos permite dizer tudo o que queremos sem usar a violência. Admiro muito quem se entrega a essa carreira de corpo e alma, porque dançar é treinar muito e dar seu corpo e sua alma no palco ou nas ruas, é dar sangue, suor e lágrimas literalmente para a arte.
World Of Dance - GRV Crew (segundo lugar)
Vibe XX - COOKIES Crew (primeiro lugar)
ABDC - BLUEPRINT CRU Crew (segundo lugar temporada 5)
Doorsplitter
Mady era estagiária e trabalhava como
auxiliar de escritório, mas ao invés de preencher relatórios, encomendar os materiais
necessários e enviar e-mails importantes como uma auxiliar de escritório de
verdade faria, ela era usada pelo pessoal do seu trabalho como uma assistente
pessoal. Na última semana ela havia, passeado com o cachorro de um, buscado os
filhos de outro na escola, comprado livros em uma livraria do outro lado da
cidade... Enfim, ela fazia coisas absurdas, e essa semana sua nova tarefa
estúpida era procurar uma escola nova para os filhos do vice-presidente do
lugar onde trabalhava, e essa tarefa fica meio difícil quando as crianças já
foram expulsas dos quatro melhores colégios da cidade.
Mas voltando ao ônibus, Mady havia acabado
de apertar o botão de parada, desceu do ônibus, e logo depois uma mulher desceu
de um carro que estava no estacionamento do prédio, ela era alta e tinha um ar
de mistério em seus olhos, em seus
cabelos uma presilha com várias pedras brilhantes que estavam verdes, vestia um
terninho, calça social e um salto alto nos pés, o traje típico das pessoas que
trabalhavam no prédio. Mady subiu as
escadas e entrou no prédio e logo viu que a mulher havia entrado junto com ela,
afinal de contas, quem era aquela mulher? Ela nunca tinha visto ela no prédio.
Avistando Paty a recepcionista, foi tentar tirar suas dúvidas.
-Bom dia Paty! – disse Mady para a
recepcionista que sempre estava com um grande sorriso no rosto.
-Bom dia senhorita Madyson! Como está?
- Na verdade intrigada, quem é aquela mulher
que eu nunca vi aqui antes? – disse isso meio que indicando com a cabeça a
mulher que aguardava o elevador.
-Essa mulher apareceu na sexta, logo que
você foi embora pra casa. Para comprar o último andar, e ela começou a levar as
coisas do escritório dela para lá no sábado, como você não trabalha de sábado,
ficou sabendo disso só agora.
- Ahm, agora entendi, então tá, obrigado
Paty.
- Que isso querida, estou aqui pra isso, e
boa sorte para encontrar a escola para os filhos do VP da empresa.
- Com certeza eu vou precisar de muuuuuita
sorte.
Então Mady foi esperar o elevador chegar,
junto com a mulher que agora era dona no último andar, ela não havia percebido
que a mulher tinha pego duas caixas grandes e estava carregando uma até que...
-Olá! Meu nome é Melanie e trabalho no
último andar, será que você poderia me ajudar a carregar essa caixa lá pra
cima? É que estamos levando as últimas caixas para lá.
- Claro, sem problemas, hoje eu estou
aceitando qualquer coisa para me atrasar para o meu trabalho.
Então ela pegou a caixa, e as duas subiram
em direção ao último andar. Mas durante essa subida, alguma coisa que parecia
de vidro explodiu na caixa, não foi uma grande explosão, mas foi o suficiente
para assustar Mady.
-Ahm... Moça? Acho que alguma coisa dentro
da caixa explodiu, estourou ou sei lá.
-Não se preocupe, era o que eu esperava que
acontecesse.
-Então tá néh. – aquela mulher era realmente
misteriosa.
O elevador parou e as duas saíram, era um
andar bem grande com uma das paredes de vidro fora a fora, sofás brancos e
pretos, uma copinha, uma televisão enorme em uma das paredes, várias caixas em
um lado da sala, quatro portas e três mesas grandes de escritório com cinco
monitores cada mesa, e em uma das mesas havia um homem que diferente da mulher
não vestia roupas típicas de um trabalhador de escritório.
Melanie, a mulher com quem ela estava, colocou
a caixa na mesa da copinha e pegou a que Mady segurava e entregou para o homem
sentado à mesa.
-Você demorou! – disse o homem pegando a
caixa.
- Não enche Peter, eu consegui o que nós
queríamos afinal! Abra a caixa e veja o que aconteceu quando ela segurou.
- Olha, eu juro que foi sem querem, eu não
queria que nada quebrasse – disse Mady com medo do que o cara carrancudo
poderia dizer.
Mas ao contrário do que ela esperava, o
homem que se chamava Peter ficou com um sorriso no rosto e entrou em uma das
portas com a caixa, então Melanie disse para ela se sentar e esperar um pouco
que iria buscar algo pra ela comer. Mady não recusou, estava morta de fome.
Melanie gritou “Ryan cheguei e trouxe o que você pediu”, então foi até a
copinha e abriu a caixa, logo em seguida um garoto que aparentava ter 16 anos
assim como Mady saiu de uma das portas dizendo “até que em fim” com os braços
para cima, o que fez Mady sorrir por achar engraçado.
Ryan se aproximou da caixa e pegou um
cachorro-quente, e Melanie deu um para Mady, o que fez o garoto finalmente
perceber que havia uma garota sentada no sofá.
-É essa a garota? – perguntou Ryan.
-É ela sim, só estou esperando Peter voltar
com as pedras para começar a contar – respondeu Melanie.
-Eu achei que eu só ia ajudar a trazer as
caixas aqui pra cima... E me contar o que afinal? – perguntou Mady.
- Calma, afinal de contas, eu também cai no
truque da caixa – disse Ryan.
Para os mais curiosos, próximo capítulo dia 12/06
Para os mais curiosos, próximo capítulo dia 12/06
sábado, 31 de janeiro de 2015
Resenha O Lado Mais Sombrio
Páginas:368
Editora:Novo
Conceito
Sinopse: Alyssa Gardner ouve os pensamentos das
plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já
conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz
parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis
Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico
Alice no País das Maravilhas.
Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer.
Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Alyssa leva consigo o seu amigo da vida real – o superprotetor Jeb –, mas, assim que a jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez deste e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas.
Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa...
Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer.
Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Alyssa leva consigo o seu amigo da vida real – o superprotetor Jeb –, mas, assim que a jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez deste e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas.
Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa...
RESENHA
Uma história que engloba romance, mistério, aventura,
fantasia e um toque de excentricidade, Alyssa Gardner desde pequena é
atormentada por seus colegas de escola pelo seu legado que se iniciou com Alice
Liddell, a garota que foi a inspiração para o livro Alice no País das
Maravilhas.
Quando começa a ter
alucinações(que ela acaba admitindo para si mesma que são mais que isso) com
plantas e insetos lhe sussurrando, a maldição das gerações de mulheres de sua
família, começa a silenciá-los com a sua arte, matando eles e criando belos
mosaicos com imagens de uma infância escondida que lhe vem a mente.
Um dos motivos pelo
qual ela quer quebrar está maldição, é ela já saber do seu destino, que é como
o de sua mãe, dentro de um sanatório (por ter as mesmas alucinações que ela) do
qual ela quer libertar a mãe.
Para consertar os
erros cometidos pela Alice, ela tem que ir até a toca do coelho em Londres, e
um velho amigo, Morfeu (que ao mesmo tempo que ajuda, dificulta sua tarefa) à
guia por esta jornada, e Jeb seu amigo fiel de infância, pelo qual é
apaixonada(e o que já tem uma namorada) mergulha pela passagem do espelho que
leva à toca do coelho, os levando para um alucinante País das Maravilhas até
aquele momento não acreditado.
Essa jornada vai a
cada momento liberando o seu lado mais sombrio, e as suas paixões por Jeb, que
por muito tempo foram escondidos.
Minha prima tinha
medo de assistir Alice no país das maravilhas quando era pequena, por aquele
ser um mundo sombrio e psicodélico, mas quando lemos o lado mais sombrio por
A.G. Howard, que escreve uma versão dark de Alice no País das Maravilhas por
Lewis Carrol, vemos que o fantasioso País das Maravilhas é muito mais sombrio e
insano do que o contado nas nossas infâncias, com personagens mais macabros, e
com a diferença de que não é apenas um sonho, mais sim uma árvore genealógica
que se persiste.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Uma lágrima de estilhaço
Acordo
sobre um teto diferente todo dia, tudo outra vez. Acorda levanta vai ganhar a
vida, se troca um café e ensaio. Quem sou eu? Meu nome é Brenda, trabalho em
uma companhia de dança internacional, ficamos um mês em cada país, cada dia em
uma cidade diferente, meu passaporte esta todo carimbado, mas sou apenas uma
bailarina coadjuvante, nada de mais.
Hoje estamos em Londres, no Reino Unido.
Estamos reunidos prontos para começar o ensaio no palco novo, então o diretor
entra e diz:
-Tenho que dizer que Cris, nossa bailarina
principal, será substituída, e tenho o prazer de anunciar, que será por Brenda.
Naquele momento meu coração disparou. Todos
fitavam Cris, enquanto ela gritava histericamente com o diretor. Quando ela
parecia estar calma, ou começando a se acalmar, arremessou as sapatilhas de
ponta, quebrando os espelhos.
Vou dizer que fiquei mal por Cris, mesmo ela
sendo tão cruel com os outros, até mesmo com o diretor.
No dia seguinte, eu já tinha pegado as minhas
novas sequências de passos, e estava os repassando sozinha, na sala com
espelhos do teatro.
E entre jetés e piruetas, vi o reflexo de
Cris nos espelhos, me virei para cumprimentá-la, mas... Cris me apontou uma
arma e ofegante disse:
-Por uma mera coadjuvante eu não serei
substituída, você sabe como o mundo da dança é competitivo. Eu lutei pra estar
aqui, e não me leve a mal, mas não perderei algo tão precioso como o papel
principal, para alguém como você. Eu não treinei oito horas por diárias à toa,
não dancei com o dedo torcido ou com a coluna doendo por nada. Não sofri o que
sofri por nada.
Uma lágrima deslizou pelo seu rosto... (disparos).
Passou tão rápido... Realizei meu tão
desejado sonho na minha carreira, mais foi tirado de mim com tanta facilidade. Até
que ponto as pessoas chegam para satisfazerem os seus desejos? Eu simplesmente
vi meus sonhos estilhaçados no chão, juntos a minha vida.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
BRINCADEIRA SURREAL
Sempre tive amigos que ninguém dava à mínima. Eram as pessoas
mais diferentes e engraçadas que alguém poderia conhecer, e eram meus amigos,
os amigos de Kimberly de dezesseis anos, ou seja, eu.
Ashley estava sempre
de chapéu, batom roxo e meias coloridas, Jason geralmente estava de, sobretudo
e com os olhos pretos. Mamãe sempre me dizia para fazer amigos e deixar de
andar sozinha, e eu realmente não sabia o por que.Para mim dois amigos eram o
suficiente.
A minha vida toda
foi tranquila, ia e vinha da escola para a minha casa, e sempre me encontrava
com Ashley e Jason no caminho de volta.
No dia em que levei
os dois para casa, tudo mudou. Mamãe estava na sala e nós no meu quarto. Depois
de algum tempo, Jason perguntou onde papai guardava a arma, ele era policial e
sempre tinha uma em casa, então eu disse que estava na garagem em uma
prateleira, Ashley me convenceu a pegar a arma, eu peguei e fomos até a
cozinha.
Jason me disse que
se eu atirasse na minha própria cabeça, nada aconteceria pois eles tinham
retirado as balas.Eu acreditei facilmente e com uma risada a peguei e mirei em
mim, quando mamãe entrou na cozinha, e em um grito tirou a arma da minha mão,
eu disse que estava tudo bem, e que não is acontecer nada, então ela me mostrou
que tinha várias balas na arma.
Com a minha
convicção disse a ela que Jason e Ashley me disseram que não havia nenhuma bala
na arma, ela me perguntou do que eu estava falando, então apontei para Jason e
Ashley, e ela me disse que não havia ninguém lá, eu sabendo que era real fiquei
sem acreditar no que ela dizia.
Quando papai chegou,
mamãe contou o que havia acontecido, e três dias depois eu estava em um
consultório médico.
Fui diagnosticada
com esquizofrenia. Eles me disseram que meus únicos amigos eram uma alucinação.
Depois do
diagnóstico, tive que conviver com eles sabendo que faziam parte da minha
doença. Fui instruída a ignorá-los, mas eles falavam cada vez mais comigo, e eu
os via constantemente. Era oficial, eu estava enlouquecendo.
Três semanas depois
eu acordei e os vi sentados em minha cama. Eles finalmente me convenceram a ir
ao parque de diversão. Ao chegarmos vi a montanha russa, eles seguraram as
minhas mãos um de cada lado, e então subimos no topo da montanha russa pela
escada de manutenção. Quando subi na plataforma, Ashley sussurrou em meu ouvido
dizendo para eu ser livre e me jogar de lá de cima que nada de ruim iria
acontecer.
Foi então que decidi
me entregar à insanidade mental completa.
Sempre adorei montanha russa. A sensação de
queda livre sem me machucar sempre foi incrível. Mas com toda certeza, o melhor
de ter me jogado, foi à queda livre sem os cintos me prendendo, a sensação de
finalmente não ser presa por médicos me lembrando da minha doença. E mediante a
tudo na minha morte, pela primeira vez, eu me senti livre, e senti na pele a sensação
de voar com Ashley e Jason ao meu lado, mesmo que seja - e foi- para a
imensidão que separa a vida da morte.
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